Outras impressões: | crônica, ficção, crítica, correspondência 1882–1910 || Gonzaga Duque

Código: 9788577400973
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Organização de Júlio Castañon Guimarães e Vera Lins
Coedição Faperj
ISBN 978-85-7740-097-3
2009, 1ª edição, 272 p., 16 x 23 cm


DESCRIÇÃO:

Esta coletânea de textos de Gonzaga Duque [1863–1911], resultante do trabalho de pesquisa desenvolvido no Setor de Filologia do Centro de Pesquisa da Fundação Casa de Rui Barbosa, reúne crônicas, críticas de arte e contos publicados na imprensa e não recolhidos em livro, manuscritos inéditos, duas traduções e diversas cartas do escritor e intelectual diligentemente atento às questões de seu tempo e à vida cultural do Rio de Janeiro. Escritos entre os anos de 1882 e 1910, tais textos e cartas se juntam à produção coligida por Vera Lins e Júlio Castañon Guimarães no volume Impressões de um amador: textos esparsos de crítica.

Trata-se de um amplo e diversificado conjunto, cujas motivações mais visíveis se traduzem pelo caráter muitas vezes compulsório da colaboração remunerada que se destinava ao grande número de periódicos então existentes no Brasil, sobretudo em sua capital. Ainda que Gonzaga Duque seja o autor da primeira história das artes plásticas brasileiras, publicada em 1888, e daquela que é considerada uma das mais importantes realizações do simbolismo literário no país, o romance Mocidade morta, sua participação na imprensa se torna ainda mais relevante se confrontada com as condições de sua produção e negociação, as transformações sociais e políticas, e a alteração da percepção das manifestações culturais e das formas de recepção do que se esboçava como pensamento crítico sobre a construção da nação e a proclamação da República.

Em sua voz intensa e frequente na vida cultural do Rio de Janeiro, descortina-se uma reflexão sobre o Brasil e sua gente que não só desfaz ideias prontas, como também ousa criar imagens e palavras com o intuito de interferir seja nos modos de viver, seja na cidade e em suas instituições.

 

Luís Gonzaga Duque Estrada

Crítico de artes plásticas, romancista, contista e cronista, nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Intelectual atento às questões de seu tempo, atuou intensamente na vida cultural carioca nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX. Em 1910, foi nomeado diretor da Biblioteca Municipal. Colaborou intensamente em numerosos periódicos, como Gazetinha, A Semana e Kosmos, tendo participado também da criação de vários deles, como Guanabara, Rio-Revista e Fon-Fon. Foi retratado por vários artistas de sua época, como Eliseu Visconti, Belmiro de Almeida, Rodolfo Amoedo e Presciliano Silva, e caricaturado, entre outros, por Raul Pederneiras e Kalixto. Seu romance Mocidade morta é considerado a única realização importante nesse gênero no simbolismo brasileiro. Como crítico de artes plásticas, além da prática sistemática na imprensa, foi autor da primeira história das artes plásticas brasileiras, A arte brasileira.

 

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