Coleção Janus, n. 29
ISBN 978-65-89014-39-3
2026, 1ª edição, 128 p., 16 x 23 cm
DESCRIÇÃO
Este livro nos leva a uma viagem pelo universo feminino, onde as mulheres circulam flexionadas em seu mais íntimo e explosivo singular plural, por meio de uma invenção poética em forma de prosa jamais imaginada. Elisabeth Bittencourt, na pele da escritora, deita e rola com a inexistência d’A Mulher revelada por Jacques-Marie. É estonteante a liberdade com a qual ela nos convida para insistirmos em existir como mulheres em nossa mais esplendorosa multiplicidade de ser e de estar onde desejamos, para onde o sonho nos leva, das reviravoltas de lembranças aos misteriosos encontros com a “escrita que não desliza, que escorre aos solavancos”.
Possuída pelas artistas e escritoras que ela devora, para além do chamado de Adriana Calcanhotto Vamos comer Caetano, Beth não as aprisiona em teorias esquemáticas, sejam literárias ou psicanalíticas. Sua obra compõe um universo povoado pelos nomes e as obras, através de uma transtextualidade em sequências e planos que nos lança às inesgotáveis formas de compor mundos tão plurais quanto as mulheres que a habitam.
O título, Eu e elas, elas em mim, é uma forma poética da própria banda de Mœbius. Mas surpresas e espantos nos espreitam em cada frase. Assim, quando percorremos essa banda poética, de repente nos encontramos atravessadas pela potência de uma obra tridimensional. Ela nos impulsiona para o alto de uma colina de letras e nos empurra para as bases de uma performance transdisciplinar. Inesperadamente, ficamos às voltas com um bólido, para em seguida mergulharmos num “mar de cabelos” e escaparmos por uma “saída que não tem portas”. Só lendo para saber sobre esta “montagem de sinais”, em que “a morte é di mentira”. Vamos comer este livro! — Numa Ciro
Elisabeth Bittencourt
Psicanalista e escritora. Carioca, morou no Maranhão por 29 anos, onde iniciou sua prática clínica em 1985 e foi uma das fundadoras da Escola de Psicanálise do Maranhão e da Escola Lacaniana de Psicanálise do Maranhão. Quatro anos depois, foi convidada a clinicar também em Belém do Pará. Retornou à sua terra natal em 2004. Associada ao Corpo Freudiano Escola de Psicanálise Seção Rio de Janeiro. Autora de Vaidade no feminino (2012) e de Rumores internos... entre o mal-estar, a psicanálise e o direito (2017).
A Contra Capa, fundada como livraria em 1992, iniciou suas atividades editoriais em dezembro de 1995. Essas atividades, baseadas inicialmente em suas áreas de especialização, se diversificaram e, hoje, incluem a edição de livros de arquitetura, artes plásticas, cinema, ciências humanas, crítica literária, filosofia, fotografia, história, literatura, poesia, psicanálise e teatro.
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